Arquivo de novembro, 2006

Impagável, impossível, indispensável: quer ver 25 artistas diferentes cantando Boehmian Rapsody, encarnados num cara muito divertido? Salve o You Tube:
http://www.youtube.com/watch?v=4txXHU5XLAI&mode=related&search=

Destaque para o Johnny Cash, o Metallica, o Mick Jagger e o Axl. A dica é do batera Neto, da banda bauruense Cavalo Morto. Aliás, não é porque a blogueira é baterista que aceitamos apenas dicas retumbantes, viu? Cadê meus leitores tocadores de baixo, guitarra, voz, cuíca e campainha?

Beatles for Sale parte 2 – A Missão: então tá. O álbum novo dos bítous ta nas lojas, comemorando o aniversário de cinco anos da morte de George Harrison (que triste), e alguns trechos foram parar nesse blog aí. Não sei a confiabilidade do link que amina postou, se alguém se arriscar me conta depois como foi a viagem:http://lostmelodies.wordpress.com/

MPBoas Novas

Publicado: 29/11/2006 em Uncategorized


Hoje eu decidi reunir uma batelada de sugestões e novidades cavucadas do nosso Brasil. Um convite pra descobrir um pouco mais do que há nos entraves e desaterros de nossa terra. Respira fundo e vai:

Duas dicas da samba-jazz-batera Tat Stoco: a primeira é o site de podcasts Miscelânea Vanguardiosa (miscelaneavanguardiosa.podomatic.com) que eu venho ouvindo egoisticamente sem contar pra vocês. São programas muito bem produzidos com novidades e saudades da música instrumental brasileira. Vale passar por lá.
A segunda é o blog Bossa Brasileira (bossa-brasileira.blogspot.com), com vídeos perolizados de momentos sublimes de grandes compositores e intérpretes. Aulas e mais aulas de música, e ponto.

Dessa segunda dica eu descobri o Jornal Musical, do Instituto Memória Musical Brasileira, uma entidade recém-nascida que tem por objetivo preservar tudo isso aí de cima e mais um pouco. O projeto tem apoio da PUC-RJ e da Petrobrás (ah vá). Tem reportagens, resenhas e notícias. Entre as novidades divulgadas pelo site, a lista de indicados ao Prêmio Rival Petrobras de Música Brasileira, em sua quinta edição. O prêmio é dirigido à ala independente da produção musical brasileira. Entre grandes monstros consagrados, temos alguns conhecidos do cenário pop. Na categoria Grupo Musical, um dos concorrentes é o Mombojó. Na categoria de embaixador MPB, eu juro, gente, tá lá o Cansei de Ser Sexy.

Ah, o endereço, né? www.jornalmusical.com.br

Coincidentemente (?), ambos são artistas da Trama, que é nossa última sugestão/notícia de hoje. Para alegrar o Natal de alguns fãs (e engordar a grana da família), a gravadora vai lançar no próximo dia 11 um Box especial do César Camargo Mriano com dois CDs e dois DVDS. Uma leva de 500 unidades do Box terá formato de piano, feito à mão, para colecionadores. O conteúdo: um CD do Octeto César Camargo Mariano, originalmente gravado em 1966; o CD e DVD Cesar Camargo Mariano e Romero Lubambo, gravado no Espaço Fasano; e o DVD Piano e Voz – Cesar Camargo Mariano e Pedro Mariano, de 2003. Jingou Béu.

Sem se levar super a sério

Publicado: 28/11/2006 em Uncategorized

Valdomiro, um pseudônimo interessante para um galo de rock
OK, personas, a internet é mesmo uma maravilha. Afinal, você descobre outras formas de enxergar a mesma coisa que não seja o Côntrou Cê e Contrôu Vê (não é que daria um bom nome de álbum pro nosso amigo Caetano?). Mas ao contrário do que foi citado, o ponto de convergência entre as mentes insanas do anticristo superstar, do mullet bem-feito dos Stones e do guita do FF não é o alcoolismo, hehehe, e sim, o gosto pela Arte. Nick McCarthy é o curador de uma exposição que começa no próximo sábado em Los Angeles, na Lightbox Gallery, com uma reunião de vários artistas.

Mas vamos voltar logo à terra Tupiniquim que tem uma banda que eu tou pra indicar já faz um tempo. Diversão, porrada e alegria, muita alegria, é o lema da Supergalo: Fred e Marco (Raimundos) e Alf (Rumbora). Um verdadeiro resgate aos tempos áureos da banda nordestina, quando os meninos sonhavam em ser o ingênuo selim de uma bicicleta. As letras da Supergalo não são tão explícitas, mas são bem divertidas. Em “O Clone”, os caras realizam o sonho de qualquer pessoa: criar um clone que se ferrasse no dia-a-dia pra gente poder curtir a vida numa boa. A música segue a levada punk dançante própria para apaziguar hormônio de qualquer adolescente. É irreverência sem esporrar na manivela (desculpem o troca-troca, ops, trocadilho).

Tenha seus cinco minutos de libertação:


Em ordem de gostosura:

1. A matéria na Rolling Stone Brasil número 2 sobre Tom Zé, escrita por Xico Sá. Com sabor de Jack Kerouac, Fernando Sabino e purê de aipim. Groovy, babe. E olha que eu nem sou tão fã assim do Zé.

2. O dossiê da revista MTV sobre as drogas de hoje, uma farmacinha ambulante sem sentido nem cor. Vamos lá, pessoas, vocês não acharam seus narizes no lixo. Pelamordedeus! Ponto pra publicação.

3. O entrevistão da Bizz com Philippe Seabra. Plebe Rude é Plebe Rude, então tá ótemo. Dá pra se divertir com o cara contando como o Dinho queria porque queria fazer parte da turma de Brasília. E dá pra imaginar a cena.

Pergunta:
O que Marilyn Mason, Ron Wood e Nick McCarthy, guitarrista do Franz Ferdinand, têm em comum?
Quem souber a resposta entra na lista de ganhadores de bolinhos de chocolate imaginários desse blog…

Sobre homens e suas paixões

Publicado: 24/11/2006 em Uncategorized


Costumo brincar que, como baterista, sou ótima jornalista. Mas ontem eu descobri o contrário: bateristas podem, sim, ser ótimos jornalistas. E, a julgar pelo naipe de quem tentou essa proeza, o resultado não poderia ser realmente diferente.

João Barone ganhou respeito do público comandando as baquetas do Paralamas do Sucesso. Não só por fazer o povo dançar mas também pelo uso da sua técnica, arrancando admiração até mesmo de Iggor Cavalera, que cedeu seu ex-trono no Sepultura para o cara em uma faixa do álbum “Roorback”. Mas Barone tem uma outra paixão tão grande e destrambelhada quanto a bateria: carros militares antigos. E só mesmo a grana de uma longa carreira razoavelmente bem administrada poderia lhe dar o capricho de adquirir um, da Segunda Guerra.

Levado pela paixão amante, o baterista decidiu participar das comemorações dos 60 anos do Dia D, em 2004, na Normandia. De cara, já havia decidido levar sua câmera e algumas idéias para um vídeo. A coisa toda, no entanto, foi além, e resultou no DVD “Um Brasileiro no Dia D”, documentário que reconstrói para o telespectador atual os cenários e as histórias daquela que deveria ter sido nossa última guerra.
Barone co-dirige o vídeo e é responsável pelo roteiro, além de pilotar o jipe – sim, o seu, levado para a Europa numa proeza que precisou de patrocínio – e se encarregar da parte emocional da motivação de toda a equipe. Para enriquecer o documentário, resgatou personagens espalhados pela Europa.

Duas coisas me surpreenderam logo de cara, na sessão de autógrafos do lançamento do DVD ontem, na Fnac: a primeira foi a capacidade do rapaz de transformar uma paixão, pode-se dizer até mesmo um capricho, em informação útil para uma considerável parcela da população brasileira. A segunda e não menos importante foi a preocupação com essa informação. E isso, meu amigo, desculpa aí, mas é coisa de jornalista. É claro que ele não fez tudo sozinho – o DVD sai nas bancas pela revista Grandes Guerras. Mas deixou fazer, e isso é igualmente fundamental.

O baterista apressa-se em contextualizar todo esse movimento de homenagem a caças, paraquedistas e sobreviventes do genocídio mundial. Ex-combatentes americanos dão seus depoimentos e alertas para a juventude de hoje, que precisa barrar o avanço das guerras. Veteranos alemães explicam de uma maneira humilde e até culposa a sua posição – não eram só os brasileiros que eram forçados a lutar na guerra pelo seu governo. Em suas primeiras declarações ontem, Barone fez questão de ressaltar essa parte de todo o contexto do documentário. Por mais que se insistisse em perguntas logísticas (poxa, como foi levar um jipe do Rio de Janeiro para a Normandia?), Barone apegava-se a todo o aspecto humano que estava por trás dos carros militares que ama desde a infância.

“Paixão é paixão, né, gente, não se explica”, disse o baterista. A gente concorda. Mas o que se faz com essa paixão é que difere um homem do outro.

Jude Law e… Norah Jones!

Enquanto você se diverte com David Bowie em “O Grande Truque”, atualmente em cartaz (ainda não vi, vai chegar resenha, mas, se quiser, deixe a sua aí também), nossa musa Norah Jones entra em estúdio, mas de cinema, pra fazer sua estréia nas telonas, nas mãos do cineasta chinês Wong Kar Wai. O china faz seu debut em uma filmagem em língua inglesa (Wai dirigiu “Eros” e “2046”) e Jones chega chegando já de protagonista. No filme, ela contracena com o Jude Law. Na boa, vai ser sortuda assim lá na casa do chapéu: a mina nasce com uma voz absurda, lança seu primeiro álbum já pela Blue Note, faz um sucesso danado, compõe 11 das 13 faixas do novo CD (“Not Too Late”, que chega em março de 2007) e ainda estréia em um longa-metragem ao lado de um fofo. Assim não dá, assim não dá.

E a banda Homem do Brasil manda avisar que vai fazer o povo dançar na avenida (Paulista) de novo, amanhã. Não, não é corrente da internet: ao meio-dia, perto do número 1.400 da avenida, vai ter uma banda bacana tocando pra deixar o seu dia bacana. Não precisa abraçar ninguém, nem se vestir de branco, preto ou amarelo, mas se der vontade, help yourself…

Wednesday Pills

Publicado: 22/11/2006 em Uncategorized

Pill Ok, então parece que o The Who talvez não venha mais (só talvez). Mas o Ben Harper vem. Estão falando em Coldplay também, mas é melhor não arriscar. O conselho que eu deixo é separar sua grana para shows confirmados e, de preferência, de artistas mais velhinhos, que podem se aposentar, com aviso prévio (caso do B.B.King) ou não – segundo informa Lúcio Ribeiro, o rei do blog, essa foi a última turnê da turminha.

Pilll Eu sei que falo muito do New Musical Express, mas os caras sabem como movimentar o esqueleto dos leitores do condado mais musical do planeta: Londres. E são tão hype que lançaram uma edição especialmente para o público irlandês. Um dos assuntos especiais para da revista versão irish é uma matéria sobre a … Sinnead O´Connor!

Enfim, a edição dessa semana traz a lista dos mais cool de 2006. Alguns a gente adivinha, outros a gente suspira. Sim, nosso Cansei de Ser Sexy está lá. E também está em quatro categorias diferentes do prêmio independente Plug. E também está entre os 20 melhores álbuns de música independente do ano da revista Uncut. Antes do Beck.

Pillll E falando em “faça você mesmo”, pára aí de reclamar que a sua banda tá sem grana pra fazer um vídeo. O site TramaVirtual está escolhendo três músicas para serem “videoclipadas” pelo instituto Criar de TV e Cinema, que capacita jovens de baixa renda para trabalharem com técnicas de audiovisual. A inscrição vai até o dia 30 de novembro. Vai lá:www.tramavirtual.com.br/concurso