Cine Music

Publicado: 26/03/2007 em Uncategorized

Não existe nada menos rock and roll em cartaz hoje do que “Maria Antonieta”, o filme que ficou mais famoso pela trilha sonora roqueira e pelas vaias em Cannes do que pelo filme em si – o que é injusto, porque é da Sofia Coppola e, apesar de eu achar que ela atropelou umas coisas e que ela tem direito a fazer um filme ruim, o longa tem seus méritos.

Com cartaz com cara de fanzine e um trailer-clipe primoroso, o filme que conta a história da coitada que foi obrigada a se casar com o futuro rei da França (com sérios problemas sexuais) e se submeter a uma vida tediosa me decepcionou porque fixou exatamente o tédio como seu tema. Você fica esperando a hora em que ela vai surtar de verdade e que a coisa toda vai virar um riff decente, mas não rola.
Não sei se é o nosso olhar, tão acostumado à linguagem de videoclipe (recurso utilizado nos momentos de consumo desenfreado, jogatina e comilança da rainha e sua corte), que me desestabiliza ao encarar toda a pomposidade do momento, ou se a tristeza de Maria que é muito maior do que a melancolia protagonizada pelas bandas oitentistas escaladas para o repertório. Broxei como e com o rei.

Por outro lado, uma comédia-básica-romântica que me surpreendeu foi “Letra & Música”, com o básico casal Hugh Grant e Drew Barrimore. O filme não é nada além do prometido: riso fácil, momentos delicados e outros engraçados, mas tira um sarro bacana da nossa indústria fonográfica, com uma produção nota 10. Quem não quiser gastar dinheiro pra conferir se estou certa pode passar no Youtube e ver, pelo menos, o clipe da fictícia banda Pop, da qual o músico protagonizado por Grant fazia parte nos anos 80. Me diz se não é ótemo!http://www.youtube.com/watch?v=S0A7dtdc-nU

PS – pra quem achou que, no texto sobre os Mutantes no site da Bizz, eu peguei no pé da molecada que não sabia quem eram Os Mutantes, deixo um diálogo presenciado por mim, ontem, de dois marmanjões que passeavam de bike no parque do Ibirapuera:

– Cara, fui ver um filme muito bom, chamado “O Cheiro do Ralo”.
– O cheiro do quê?
– Do Ralo.
– Ahnnnn…
– O filme conta a história de uma bunda.
– Sério, cara?
– Sério. Enfim, na verdade, ele fala da objetivação das pessoas e da humanização das coisas.
– Ahn…
– Eu não sei muito bem o que isso significa, mas falar assim faz o maior sucesso nas festas.
comentários
  1. Fran Micheli disse:

    Maria Antonieta era frígida mesmo?

  2. Ana Alice disse:

    Nãããão! O cara é que não sabia muito bem o quão embaixo ficava o buraco.

  3. Fran Micheli disse:

    MEU! Eu vi o Letra e Música e quase mijei nas calças de tanto rir! O hugh Grant tá Hilário! Mas não tanto quanto no dia q pegaram ele com a boca na butija, quer dizer, a dona puta com a boca na butija dele…

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