Arquivo de maio, 2007

Beth Dido não tem celulite.

Publicado: 30/05/2007 em Uncategorized

Ok, here we go again. Sei que é manjado esse lance de ficar falando do que rolou ou não na capa da NME, mas não me contive. A mina não tem celulite, ou alguém pegou tendinite de tanto trampar no photoshop. Os ingleses são mesmo estranhos.

Eu avisei parte 2: digitei “Joss Stone” na Last FM ontem e ganhei uma rádio que tinha Shakira e Mariah Carey na programação. Fui obrigada a desligar.

É muito engraçado acompanhar esse lance de “nasce uma estrela”, no pior sentido da palavra. Para quem viu Joss começar com aquele jeito de passada, uma barriguinha que exibia orgulhosa e aquela cara meio Bridget Jones – e ainda assim tornar-se deslumbrante no palco -, assistir a vídeos como esse que linko abaixo é um tanto quanto estranho. Já vemos aqui a menina de cabelos tingidíssimos, os mesmos pés descalços mas uma postura já fatal (no pior sentido da palavra) no palco. Para quem errou a própria música no primeiro DVD da vida, aprender a descer escadas como se encenasse um show da Broadway soa fake demais. De qualquer forma, ainda temos aqui um pouco da voz fabulosa e do repertório bacana da nossa boa e velha Joss. Vai lá:

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A gente avisou…

Publicado: 24/05/2007 em Uncategorized

Projeto bacana procura

Publicado: 23/05/2007 em Uncategorized

Já faz algum tempo que eu falei pra vocês aqui do projeto Compacto.rec, do Circuito Fora do Eixo. “Heeeein?”, você me pergunta, tentando recordar o que comeu na janta ontem.

Relembrando: o projeto ocnsiste em liberar compactos virtuais, com capinha, lado A, lado B e lado tudo, de bandas independentes em uma rede de sites ligados à boa música indie feita fora de Rio-Sampa.Pois bem, memória refrescada, vamos à novidade: estão abertas a sinscrições para bandas que queiram ver seu trabalho divulgado entre os compactos que serão lançados, a cada quinze dias, nesse circuito virutal.

A banda que quiser participar deve ter pelo menos três músicas gravadas e ser associada a um selo independente. O material será avaliado por uma comissão de produtores e jornalistas do circuito.

Além de se unir em uma rede de contatos dos mais variados pontos do País, organizar festivais dentro e fora do tal eixo, os caras ainda abrem espaço pra quem quiser se juntar a eles. Tá virando clichê, mas… como eu já disse, se for pra fazer, faz bem feito.

Quer o edital? Vai lá: http://www.compactorec.blogspot.com/.

OKs

Publicado: 22/05/2007 em Uncategorized

OK 1 Sim, essa é a Lovefoxxx, vocal do Cansei de Ser Sexy. E sim, essa é a capa do NME dessa semana.

OK 3 Errata rápida e macarrônica: a RS Italia está em seu quarto ano de vida, portanto, já engatinha, anda, fala e dá um pau na nossa.

Atitude quente e criativa

Publicado: 19/05/2007 em Uncategorized

Os leitores deste humilde blog estão acostumados a me ler reclamando que as revistas de música apostam sempre nas mesmas capas, com as bandas clássicas, e tal. Pois bem, dessa vez, estou indignada com o oposto: cadê os Beatles da capa da Rolling Stone brasileira?

Em junho, a RS brazuca tinha, pelo menos, duas obrigações: celebrar os 40 anos da matriz americana, como a mesma fez, ou estampar os autores de Sgt. Peppers na capa, já que o álbum celebra iguais 40 anos. Ou os dois!
Nada contra Sir Darth Vader – aliás, ainda não li a revista -, mas até a versão italiana da Rolling Stone de maio se preocupou com o quarteto de Liverpool. E, aliás, essa edição européia é o assunto de hoje, porque ela é muito, muito boa. Caiu nas minhas mãos trazida por uma outra jornalista amante das boas letras e, apesar do meu italiano macarrônico (não me contive com o trocadilho), desceu redondo como poucas publicações têm feito.
A capa, como eu disse, é o Fab Four (chamado por lá carinhosamente de “Favolosissimi Quattro”), em uma foto fantástica em que você demora a reconhecer que são eles – Paul, como sempre, se esconde e quebra a pose, como bom defunto deve fazer. A imagem que estampa a matéria é igualmente bacana, com George Harrison à frente, e faz a gente pensar como é que se pode olhar os Beatles por um ângulo diferente, mesmo depois de tantas décadas de superexposição. Não foram escolhas óbvias. A matéria, traduzida da América sobre o álbum “Banda dei Cuori Solitari del Sergente Pepe”, é complementada pela história do jornalista italiano que acompanhou o quarteto em sua viagem espiritual à Índia, entre outras.

Há outros textos que já vimos por aqui, como o do South Park, e encontrei erros básicos em nomes de bandas (“Artic” Monkeys, Fall Out “Boys”), mas do pouco que captei da revista ela me pareceu tão mais encorpada que nosso exemplar! E não é só pelo fato de ter 220 páginas – sim, fazer revista bem feita rende publicidade pra caramba. Está em sua edição 43, tem menos de dois anos, ainda engatinha. Mas a própria seção Rock & Roll, a que abre as edições de todas as RS com novidades, já ganhou identidade própria. Na versão Itália, ela tem desde uma parte dedicada apenas a celebridades até artigos opinativos que discutem seriamente os rumos e sentidos da cultura. Quer um exemplo? Um artigo defende a cultura pop, entre outras coisas, porque nela nada funciona se não for excitante. E a excitação, diz Franco Belli, dono do texto, “é uma atitude quente e criativa no confronto com a vida”.

É dessa atitude quente e criativa que eu sinto falta, muitas vezes, nas publicações nacionais. Não que os 30 anos de Stars Wars não sejam importantes. Tudo bem que essa foto foi capa da RS americana há uns dois anos, quando “A Vingança dos Sith” foi lançado, e eu aposto um bolinho como reaproveitaram a mesma entrevista com George Lucas da época. Mas com um arsenal de texto e imagem como o da RS, deixar de celebrar a si mesmo e a uma banda com os Beatles me pareceu ingênuo.

Pra fechar com chave de ouro, sabe quem estampa a contracapa da revista (uma das áreas publicitárias mais nobres, diga-se de passagem), mostrando um belo relógio Armani? Kaká. Nem isso nossa edição brazuca tem!

No sentido oposto, quem bateu um bolão foi o Estadão, que no sábado passado furou os olhos da imprensa brasileira inteira com seu especial sobre o Sgt. Peppers. A justificativa de lançá-lo no dia 12 de maio e não no dia 01 de junho, aniversário oficial, foi mais legal ainda: teria sido a primeira vez que as canções do álbum vazaram e tocaram em uma rádio em Londres. Agora é aguardar pra ver o que o resto da imprensa nos reserva.

Ah, e se você sobreviveu até aqui, obrigada.

O Credencial Tosca é contra a extinção de esquilos árticos bacanas

Até a Turquia entrou na onda do Live Earth: os festivais que vão rolar em Sydney, Nova York, Londres, Hamburgo, Johannesburg, Tokio, Xangai e, veja só, Rio de Janeiro agora têm a companhia de Istambul.

O site da Rolling Stone, zoando, pergunta: quem vai tocar no Live Earth Antartica?

Falando em congelar, quem clama por preços mais geladinhos para os seus próprios CDs é o Trent Raznor, do Nine Inch Nails. No site oficial da banda, Trent atribui os altos preços do novo álbum Year Zero na Austrália a uma tentativa da gravadora de frear o consumo, em nome do aquecimento global.

… O Barbican Centre, em Londres, está se tornando o local das “quase-reuniões”. Se no ano passado foi palco da reunião dos Mutantes quase inteiros, na última quinta teve os quatro integrantes do Pink Floyd tocando por lá, mas separados, em um tributo a Syd Barret. Segundo a BBC, Gilmour, Wright e Mason tocaram juntos, enquanto Waters se apresentou sozinho-inho. No final, todos os artistas envolvidos no tributo – que contou com personas como Chrissie Hynde e Damon Albarn – se reuniram para cantar “Bike”, menos Waters…

… Sim, o Magic Numbers vem ao Brasil em julho, você talvez já sabia. E finalmente foi revelado o local onde a banda vai se apresentar em São Paulo: Via Funchal. No site da banda britânica, há tempos já se informava que as apresentações seriam no Rio, no Circo Voador, mas em Sampa, erroneamente, contava que o show seria no mesmo local (vai entender). Confusão desfeita: dia 26 o show rola no Rio e dia 27, em Sampa. O quarteto de irmãozinhos vem apresentar as canções do segundo álbum, “Those the Brokes”, de 2006.