Burocracia vs. Horror Show

Publicado: 11/06/2007 em Uncategorized

Rolling Stone sad news: Stweart Copeland, batera da recém-reunida Police, clama que quer ser o Dinossauro do Ano – bater Madonna e Stones em termos de shows. Phil Collins, rearranjado no Genesis, tenta desenferrujar as baquetas e assume que está difícil. Dave Matthews, em crise para formular novas canções, sai em turnê e entrega a receita de um bom whisky: encha um copo com gelo, coloque um pouquinho de scotch no fundo e complete com água. Evite a ressaca: mantenha-se…

Falando em lado escuro da Lua, talvez “Eat Me, Drink Me”, nova cria macabra de Marilyn Manson, tenha despertado meu bichinho podre interior de uma forma que Dante XXI, do Sepultura, não tenha conseguido fazer. Amigo do Hades e porteiro do inferno, Manson colocou vida(?) ao lado mais insalubre do rock industrial-na-medida-certa que faz. Nada contra a obra-prima do Sepultura, baseada em outra obra tão prima. MaS talvez a burocracia da saída do Iggor tenha me impedido de ir mais longe. Talvez não. Quem viu o DVD Live in São Paulo da banda mineira sabe o que é presenciar o ex-baterista fazendo cara de tédio enquanto esmurra impiedosamente o seu kit.

Se você não consegue entender a catarse de um Stephen kIng, nem se dê o trabalho de fazer a comparação. Mas se você julga imprescindível à sobrevivência da sua alma iluminar a podridão – mas com poesia e um tanto de diversão – recomendo comer, beber e morrer no novo trabalho do Anticristo Superstar.

Pra terminar o horror show, novidade na pátria amada: o livro “O triste fim do pequeno Menino Ostra e outras histórias”, escrito e ilustrado por Tim Burton, chega ao Brasil em meados de julho. Idealizador de filmes como “A Noiva-Cadáver”, “Edward Mãos de Tesoura” e a versão Michael Jackson de “A Fantástica Fábrica de Chocolate”, Burton traz nesse livro 23 poemas ilustrados.
comentários
  1. Dani disse:

    Realmente, comer e beber Anticristo são mais do que bem vindos. Principalmente porque a maldade deixa o fígado sadio para digerir tudo isso. Né?E Burton, além de ajudar os órgãos, também mostra o quão artista plástico que é em tudo o que faz. Uma enxurrada para as retinas nada fatigadas de sua arte.

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