Arquivo de novembro, 2007

Estava atrás de notícias do Franz Ferdinand (que, depois de tirar o “Not Yet” da frente da página, deixou essa simpática foto pros fãs, e só) quando caí na desciclopedia (desciclo.pedia.ws), a Wikipedia com criatividade e senso de humor.

Por que eu não tinha perdido esse tempo antes, não me pergunte. Mas agora vou compensar e dividir com vocês algumas das definições encontradas lá. Nem todas são de todo zoeira, como vocês hão de concordar comigo:

Franz Ferdinand é uma banda escocesa muito famosa mais por sua animação à la Village People e por seus integrantes sempre vestidos com roupas ultrafashion e sapatos bicudos.
Radiohead, do Inglês “Radio-cabeça” é uma banda precursora do estilo Rock Alternativo,surgiu da descendência de seres vindos da Terra Média parentes de Smeagol que foram exilados para a Inglaterra.Revoltados com a falta do estoque de anti-depressivos do hospício em que residiam, Thom Yorke e seus companheiros, decidiram idealizar uma banda para arrecadar dinheiro para comprarem seus próprios e essenciais rémedios anti-depressivos.

White Stripes

Integrantes

Jack White: Sujeito estranho, é uma mistura de Willy Wonka com Capitão Gancho.
Meg White: A prova viva de que até o seu cachorro vira-lata pode tocar bateria.

Pearl Jam

Originária do noroeste de Niagara Falls, o Pier Djein se formou a partir do encontro de cinco ex-surfistas bêbados que, por terem sérios problemas de ego, passaram a tocar juntos para conseguirem algumas vadias para transar. O objetivo foi atingido: atualmente, todos os membros da banda – inclusive seus roadies – têm algum tipo de DST, sendo a gonorréia e a sífilis as mais comuns. Curiosidade: A idéia para o nome da banda, vem do fato de a avó de Eddie Vader, costumeiramente esfregar nos integrantes da banda, geléia de miudo de porco, com uma calcinha cor de pérola, com a qual a bondosa velhinha perdera a virgindade, quando casou com o cantor Teixerinha no festival de Monterey Pop!

Beatles
Também conhecida como os Três Cavaleiros do Apocalipse, The Beatles foi a primeira e desconhecida banda do Rei do Rock, Paulo Ricardo, antes de fundar o RPM. Não se sabe como, mas os Beatles têm fama de bonzinhos e caretas quando na verdade usavam drogas até o cú fazer bico, por isso, e somente por isso, fizeram tanto sucesso.

Quem sabe faz ao vivo

Publicado: 26/11/2007 em Uncategorized

Quem curte Dave Matthews Band sabe que os caras são uns monstros ao vivo. Não é à toa que eles têm mais álbuns ao vivo do que em estúdio e, depois dos Rolling Stones, são a banda que mais fatura com shows, segundo a Billboard. E, para arrancar grana dos fãs no Natal, lá vem mais um álbum: Live at Piemont Park.
Os CDs do grupo não são mais vendidos no Brasil por conta de uma treta deles com a gravadora aqui das terras brasilis, algo envolvendo a pirataria, parece. Mas quem quiser tirar uma casquinha do novo trabalho pode dar uma passada no MySpace dos caras que, por sinal, é lindo. http://www.myspace.com/davematthewsband

Pagando a língua

Publicado: 21/11/2007 em Uncategorized

Venho a público rapidinho só para pagar a língua: há um bom tempo, a gente comentou aqui como o site oficial do Led Zeppelin era chato e de como o não-oficial, o led-zepellin.com, era muito melhor. Pois bem. Acho que depois que o Police virou a banda que mais faturou com show em 2007, os nossos amigos do Zep decidiram sacudir a poeira e turbinar a divulgação para, han, vai, um (ou muito mais) show(s) que v(ê)m por aí.

E preciso confessar: o site novo, inaugurado ontem, está muito legal!

Além de repaginado e com as sessões básicas, eles deram início a uma linha do tempo com registro de todos os shows – por enquanto, só tem os de 68 – , com set list, memorabilia (cartazes, ingressos, etc) e muito mais.

E por falar em memorabilia, além de uma belíssima sessão de fotos, há um espaço de tranqueiras em geral – passes de backstage, ingressos e, é claro, credenciais. Algumas das mais bacanas ilustram esse post.

Ponto pro Zep! Checa lá: http://www.ledzeppelin.com/

Tem mais

Publicado: 14/11/2007 em Uncategorized

+ Pode anotar na sua lista de livros mais uma biografia de rockstar. Segundo a Rolling Stone, em 2008 será lançado Itch, Love Stories About Heroin, uma narração dos últimos anos de Layne Stanley, voz do Alice in Chains.

+ Revoluções do mundo digital parte 2: depois que o catálogo do Led Zeppelin foi disponibilizado digitalmente na última segunda, a canção “Stairway to Heaven” corre o risco de entrar no Top 40 do Reino Unido pela primeira vez, informa o NME. E os boatos de uma possível turnê crescem como fermento de pão.


Show da banda Milhouse em Ribeirão Preto sexta!

Pausa para os comerciais

Publicado: 12/11/2007 em Uncategorized

Pequeno momento jabá: a fantástica revista Grandes Mitos Almanaque do Rock está de volta às bancas, querido leitor. Produzida com muito amor e carinho por esta blogueira que vos fala e pelo brother Thiago Roque e com o projeto gráfico absurdo do igualmente brother Ennio Nascimento, a revista é um especial com um dicionário de bandas de A a Z. Tem também uma série de matérias bacanudas sobre o blues, os festivais, o rock nacional, as grandes tragédias e, é claro, os grandes mitos do rock and roll. Ela foi lançada originalmente no ano passado.

Além das 100 páginas de puro prazer rockeiro, a edição vem acompanhada de um DVD com apresentações históricas do Ed Sullivan e mais uma revista com lendas do rock.

Essa edição rechonchuda está disponível nas cidades de São Paulo e Rio de Janeiro. Compra aê, meu povo!

Yoko: E o que eu respeito na música do John é que é muito verdadeira. Você sabe como as pessoas falam sobre Papai Noel para as crianças e tal, e sabe quando a gente começa a não acreditar em Papai Noel e toda essa merda. Mas o negócio é, tipo o George Harrison, a única coisa que eu não concordo é que ele ainda diz que Papai Noel existe.

John: Mas isso… ele… não tem nada…

Yoko: Porque ele fica dizendo…

John: Ah, mas é uma questão de idade ou sei lá…sua… ele não pode… ele acredita nisso, tem…

Yoko: Não é que…

John: Não é… não é uma escolha consciente. Ele tem vinte e cinco anos ou algo assim.

Yoko: Bom, é só que o fato é…

John: Para quê? Não compare com o George…

Yoko: Ah, tudo bem, não vou comparar com o George, mas ele…

John: De qualquer maneira, a gente não está falando disso. Estamos falando sobre revolução social na Inglaterra. Não, eu não… eu não gosto… não quero isso…

(trecho de Lembranças de Lennon, livro com a entrevista de John à Rolling Stone em 1970 na íntegra)

*****************************

Você poderia descrever o resultado, para cada uma das partes, do seu encontro com John Lennon?
Yoko: Você quer que eu escreva um livro? Seriam necessários três volumes grossos para explicar. Ou poderia apenas ser uma linha: nós nunca influenciamos um ao outro.

(trecho de entrevista da Yoko à Bravo deste mês)

*****************************

Mother, você teve o John, mas ele nunca teve você. Em compensação, ele teve a Yoko. No começo, foi um “sim” minúsculo no teto. Esse “sim” foi crescendo, crescendo e virou casa, filhos, revolução. E é difícil, para nós, aceitar que os Beatles foram uma parte minúscula disso tudo.

A pequena notável pode até acreditar na não-influência, apesar de que Yoko se tornou mais musical e John, mais artístico e político depois que eles juntaram as escovas de dente. E ela pode ter todo o louvor nas artes plásticas que o ex-Beatle tem na música, mas enquanto os artistas talvez não tenham se incomodado com um músico pop em seu meio, nós, a classe média ocidental consumidora de ídolos em formato de vinil, cd e mp3, ficamos, sim, muito putos porque ela tirou o doce de nossas bocas.

Que John estava descontente, isso é fato. Que a coisa ia explodir, também. Que Yoko foi a personificação do útero onde Lennon poderia ser acolhido e renascido, não resta dúvida. Mas, de boa? Quando você for à exposição de Yoko no Centro Cultural Banco do Brasil, que abre no próximo dia 10, ou pagar 60 pila pra ver uma performance da mulher no Teatro Municipal amanhã, conta pra mim quantas pessoas estão lá por causa da arte, e quantas por causa do Lennon.