Yoko is in the house – só ela?

Publicado: 07/11/2007 em Uncategorized

Yoko: E o que eu respeito na música do John é que é muito verdadeira. Você sabe como as pessoas falam sobre Papai Noel para as crianças e tal, e sabe quando a gente começa a não acreditar em Papai Noel e toda essa merda. Mas o negócio é, tipo o George Harrison, a única coisa que eu não concordo é que ele ainda diz que Papai Noel existe.

John: Mas isso… ele… não tem nada…

Yoko: Porque ele fica dizendo…

John: Ah, mas é uma questão de idade ou sei lá…sua… ele não pode… ele acredita nisso, tem…

Yoko: Não é que…

John: Não é… não é uma escolha consciente. Ele tem vinte e cinco anos ou algo assim.

Yoko: Bom, é só que o fato é…

John: Para quê? Não compare com o George…

Yoko: Ah, tudo bem, não vou comparar com o George, mas ele…

John: De qualquer maneira, a gente não está falando disso. Estamos falando sobre revolução social na Inglaterra. Não, eu não… eu não gosto… não quero isso…

(trecho de Lembranças de Lennon, livro com a entrevista de John à Rolling Stone em 1970 na íntegra)

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Você poderia descrever o resultado, para cada uma das partes, do seu encontro com John Lennon?
Yoko: Você quer que eu escreva um livro? Seriam necessários três volumes grossos para explicar. Ou poderia apenas ser uma linha: nós nunca influenciamos um ao outro.

(trecho de entrevista da Yoko à Bravo deste mês)

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Mother, você teve o John, mas ele nunca teve você. Em compensação, ele teve a Yoko. No começo, foi um “sim” minúsculo no teto. Esse “sim” foi crescendo, crescendo e virou casa, filhos, revolução. E é difícil, para nós, aceitar que os Beatles foram uma parte minúscula disso tudo.

A pequena notável pode até acreditar na não-influência, apesar de que Yoko se tornou mais musical e John, mais artístico e político depois que eles juntaram as escovas de dente. E ela pode ter todo o louvor nas artes plásticas que o ex-Beatle tem na música, mas enquanto os artistas talvez não tenham se incomodado com um músico pop em seu meio, nós, a classe média ocidental consumidora de ídolos em formato de vinil, cd e mp3, ficamos, sim, muito putos porque ela tirou o doce de nossas bocas.

Que John estava descontente, isso é fato. Que a coisa ia explodir, também. Que Yoko foi a personificação do útero onde Lennon poderia ser acolhido e renascido, não resta dúvida. Mas, de boa? Quando você for à exposição de Yoko no Centro Cultural Banco do Brasil, que abre no próximo dia 10, ou pagar 60 pila pra ver uma performance da mulher no Teatro Municipal amanhã, conta pra mim quantas pessoas estão lá por causa da arte, e quantas por causa do Lennon.

comentários
  1. Giul Martins disse:

    se for por causa do Lennon eu não iria, em respeito ao próprio.se for por causa da arte dela, eu não iria, pq por melhor que ela seja, eu sinto um rancor enorme por essa mulher, por causa do John… mas ela, musicalmente falando, é uma grande artista plástica. rs.ps.: essa parte do “lembranças de lennon” é uma das que eu mais adoro, justamente porque ele manda ela parar de falar merda do George!!!Peace (V)!!!

  2. Tat disse:

    eu devo ser ignorante mesmo.alem de nao entender nada desse dialogo absurdamente surreal, eu nao entendo como alguém pode chamar essa louca de artista.fria e oca por dentro, fica dificil imaginar uma “performance! dela.tem tanta “performance” por ai, ne?Vou me candidatar a ser performer.Enfim, foda-se essa japa nojenta, odeio essa mulher!!!Sorry, Anita! hahaha

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