Arquivo de dezembro, 2007

Mais apavorante que uma reunião da turma do colégio, só a reunião dos Sex Pistols

Muito além das listas, top 100 e retrospectivas da vida, uma coisa muito bacana é galeria de “imagens que marcaram 2007”. Muitas vezes, as lentes captam o que os repórteres, bêbados, esqueceram de nos dizer.

De olho na galeria da NME (61 imagens) e da Rolling Stone (com 124, só de artistas em shows), dá pra sacar algumas coisas que ficaram de fora da maioria das listas (porque não mereciam mesmo), como as reuniões de Van Halen, Rage Against e Sex Pistols.
Além disso, comparando as duas galerias, alguns artistas são ponto comum e daí a gente também tira alguns destaques do ano – quer a gente queira ou não – , como Arcade Fire, My Chemical Romance, Smashing Pumpkins, The White Stripes, Amy Winehoue, Klaxons, CSS e Led Zeppelin.

Pra quem quiser da uma olhada, sugiro a galeria da RS americana, que, além de ter maior quantidade de imagens, não tem aquele monte de foto de moleque imberbe britânico tocando no quintal de casa e tentando ser o novo hit do mundo, especialidade do NME:

http://www.rollingstone.com/photos/gallery/17615012/the_year_in_performances_2007s_b

Alguém me explica…

Publicado: 21/12/2007 em Uncategorized

… como é que eu deixei Amy Winehouse e White Stripes de fora da lista? Mal aê, galera.
Aproveitando, tiro desses dois álbuns baladas de trilha sonora para qualquer Natal em família, letra e música: “You Know I´m No Good”, da Amy, para aquela sua tia chata, e “You Don´t Know What Love is”, do White Stripes, para aquele seu primo capaz de puxar a cadeira da vó só pra curtir boas risadas.

O ano da maçã madura

Publicado: 18/12/2007 em Uncategorized

Não sei se é porque eu detesto a palavra, mas só ela me vem à cabeça quando penso em alguns dos melhores álbuns de 2007. Ela serve para você dizer que o som da banda é bom, evoluiu e talvez, muito talvez, tenha atingido um ápice decente.

A palavra mágica é maturidade; fruta madura, doce, por vezes com um quê da acidez da juventude e, em outras, uma jaca que explode no chão, um pouco passada (desculpem o mau humor, acho que é a idade).

O conceito serve para falar de:

– Neon Bible, trabalho do Arcade Fire que calou muito crítico e que traz consistência à carreira da trupe. Mas, na minha opinião, ainda não é melhor que Funeral;
– In Rainbows, álbum sensacional do Radiohead, que revolucionou a venda de música no mundo online e offline e que, de quebra, traz experimentações bacanas que mesclam o que de melhor o Radiohead capta do eletrônico e do orgânico;
– Echos, Silence, Patience and Grace, já esmiuçado aqui previamente e que mostra que o Foo Fighters aprendeu a unir o acústico, o plugado, o piano e o lírico em uma fórmula impossível de desgrudar;
– Fomedetudo, Nação Zumbi, que chegou aos 45 do segundo tempo e ainda assim conseguiu emplacar nos meus fones de ouvido com força, maracatu, rock and roll e toda aquela receita que a gente conhece bem, curtida no tempero da história da banda.

Dois álbuns de divas que foram aguardados com amor e carinho e que me decepcionaram como a amiga que rouba o seu namorado (no caso delas, roubaram meu tesão):

Joss Stone, com seu Introducing Joss Stone, deixou os fãs com veia soul um tanto perplexos, tentando entender o que ela fez com os cabelos e a black music;
P.J.Harvey e seu White Chalk, uma espécie de balada espírita minimalista que talvez eu ainda não tenha encarnação suficiente pra entender.

Dois álbuns que eu gostei bastante apesar das críticas, mas que me pareceram um tanto afetados pela megalomania (leia-se pé na jaca) de seus autores:

Eat Me Drink Me, de Marilyn Manson: guitarras primorosas fazem o álbum melhor que o show;
Year Zero, do Nine Inch Nails: Trent Raznor, quando contrariado, pode apelar para o industrial sem dó nem piedade do rock and roll.

Um último comentário: 2007 também é o ano da maçã madura porque o que não saiu do meu som, de verdade, foi Beatles. E do jeito mais tradicional que a Apple poderia imaginar em 2007: via CD.

PS – eu provavelmente esqueci uma porrada de álbum e devo remendar o post em breve.

Previsões para 2008

Publicado: 17/12/2007 em Uncategorized

Não importa o seu signo: se você gosta de música pop, suas leituras vão passar invariavelmente pelos temas que coloco abaixo.

1. A grande maioria dos veículos vai celebrar os 40 anos do álbum branco dos Beatles. Não só porque houve uma fanfarra nos 40 anos do Sgt. Pepper´s, mas porque 99,9% dos jornalistas de música têm o álbum branco como o seu preferido do quarteto de Liverpool.

2. O White Stripes vai anunciar oficialmente seu fim e Meg vai escrever um livro de memórias digno de Bruna Surfistinha, o que a tornará muito mais famosa que Jack. O meninão, por sua vez, vai retomar o Raconteurs e fazer boa música como até então não havia feito.

3. A imprensa vai gastar o ano especulando possíveis shows do Led Zeppelin.

4. O Franz Ferdinand vai lançar seu fatídico terceiro álbum experimental, que vai dividir a opinião dos fãs e da crítica – que, como sempre, sem entender nada, vai achar tudo genial e idolatrar o FF.

5. Embora o site oficial anuncie o contrário, o álbum novo do Black Crowes, que era para 2007 e ficou pra 2008, vai ficar pra 2009. Ou você ouviu alguma especulação sobre as gravações? Eu, nenhuma. E pra lançar álbum novo sem vazar na imprensa, assim, só o Radiohead. E olhe lá.

Você tem a sua própria previsão? Ajude-nos a enriquecer o tópico e as esperanças pro ano que vem, caro leitor. Faça sua contribuição!

Melhores shows do ano

Publicado: 13/12/2007 em Uncategorized

2007 foi (está sendo, oras) um ano maluco. Bergman, Antonioni, ACM e Rogério Duprat morreram; os Mutantes voltaram à Pátria Amada com voracidade e se dissolveram de novo; as revistas Bizz e MTV subiram no telhado e a Rolling Stone caminha (para onde?) sem concorrentes diretas, além de maluquices como reuniões do tipo:

(caso o YouTube tire do ar antes de vocês ver, como fez com todos os outros, é o solo de Stairway to Heaven do recém-reunido Led Zeppelin)

E como eu ando sem tempo pra caçar notícias pra vocês, vou começar as listas básicas de todos os anos. Inspirada pelo vídeo acima, esse post vai ser dedicado aos melhores shows do ano. Objeções? Eu tenho uma bem grande: não vi nenhum show da minha vida em 2007.

1. Mutantes no Museu do Ipiranga
Falem o que quiser, foi bom, tá? Os tios desafinaram, Dinho deu umas escapadas na batera, Arnaldo babou em vários momentos e a Zélia Duncan não é a Rita Lee. Mas há quanto tempo você não via uma banda com pegada rock and roll assim? Eu, há muito. Foi histórico, emocionante e decente, e quem disser o contrário tá mentindo.

http://bizz.abril.com.br/voceescreve/facavocemesmo_209139.shtml

2. Magic Numbers no Indie Rock
Fui conhecendo pouco, voltei apaixonada. Os álbuns não me impressionaram, mas ao vivo a dupla de irmãos fofinhos tem uma presença de palco e uma sonoridade incríveis. Além das gracinhas ensaiadas (tipo cantar “Baby” em português), o grupo faz um show empolgante e muito sincero. Destaque para a baixista figuraça Michele Stodart.

http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u315657.shtml

3. Walverdes no Clube Belfiori
Lista sem polêmica não é lista. Os caras não lançaram nada de realmente novo, mas ô trio que faz um barulho bom da porra! Três músicos competentes, stoner rock pra sair pelo nariz, show ensurdecedor e furioso, como já postei aqui. Só faltou mesmo “Classe Média Baixa Records” e os Mutantes estariam ameaçados…

4. Arctic Monkeys no Tim festival
Os macacos novinhos e habilidosos só não abocanharam o segundo lugar porque o som do Tim, como todos sabem, ficou a desejar. Confesso que fiquei impressionada com a habilidade da molecada e o show, apesar de cru, foi muito bom mesmo. É tipo um cara que você mal conhece, vai pra cama com ele, acorda no outro dia, coloca a roupa e vai embora (eles não falam com a platéia). Mas o que rolou entre a chegada e a saída vale a pena.

5. Björk no Tim Festival
Comecei o show fazendo poses de Tai-Chi-Chuan e zoando total com a garota esquimó. As músicas se seguiram, uma belíssima versão de “Army of Me” me pegou na porta do banheiro e eu segurei meus instintos primários para observar abestalhada aquela garota que parece não pertencer a lugar algum fazendo-me sentir em algum lugar. Não sei se foi a orquestra de sopro, a produção ou simplesmente músicas simples como essa. Mas ela conseguiu.

6. Vanguart no Studio Sp
Porque Vanguart é bom em qualquer lugar. Se você tem que ouvir uma banda brazuca nova esse ano (ainda), ouça Vanguart. Quem quiser mais detalhes, tira a mão gorda de cima do mouse e cata o post que eu fiz há milênios desse show. Ou vai lá:

http://www.engenho.art.br/conteudo.php?id=49

Atendendo a pedidos: jabá!

Publicado: 04/12/2007 em Uncategorized

Pois é, meu povo, não dá mais pra fugir do assunto. A Milhouse fez show em Sampa sábado passado e foi bom. Aliás, foi ótemo. O som tava bacana (apesar do surdo ficar caindo na minha perna o tempo todo), a galera agitou muito e, logo, logo, tem Ep saindo do forno, já que a gente gravou boa parte do material já na sexta (7 músicas), no estúdio Produssom, aqui em Sampa.

Mas como esse espaço é pra falar mal das outras bandas e não da que eu faço parte (hehehehehe), passo o link do nosso blog que tá muito bacana, capitaneado pelo Fred Di Giacomo, baixisita, vocalista, compositor, dono do blog Punk Brega (link ao lado) e, se você pedir com jeitinho, ele ainda traz um suco de laranja (rs).