Arquivo de fevereiro, 2008

Jordy´s back (de verdade)

Publicado: 19/02/2008 em Uncategorized

Não é (apenas) uma imitação de Sex Pistols, caro leitor. É ele, Jordy, o moleque-prodígio que ressurgiu das trevas com a banda de rock (?) Jordy and the Dixies.

O grupo prepara o primeiro álbum e está fazendo alguns shows pela França. Duas músicas podem ser ouvidas no MySpace do ex-bebê: www.myspace.com/jordymusique

A gente já tinha especulado a volta dele no ano passado, lembram? E olha que as histórias fictícias eram mais divertidas. Mas quem ia imaginar que o cara ia bancar o punk (pelo menos no visual)?

Novidades primeiro, mea culpa pela ausência + jabá depois:

Se você revisita a década de 90 e passa ileso ao Living Colour, é hora de revisitar mais uma vez. Músicos competentes e com sangue negro nas veias o suficiente para fazer o hard rock requebrar, os caras uniram como poucos a farofa do fim dos anos 80/início dos 90, Parliament/Funkadelic, Marvin Gaye, James Brown, Stevie Wonder e até um pouco do progressivo, em doses homeopáticas. A banda existe até hoje (depois de uma separação e uma volta), mas vive de relembrar os tempos áureos e só perde pro Deep Purple em números de shows “revisited” feitos no Brasil.

Pra quem tem sede de novidade, a dica da semana é o lançamento do primeiro álbum do trio Free Form Funky Freqs, projeto de Vernon Reid, guitarrista do Living Colour, com o baixista matador Jamaaladeen Tacuma e o batera G. Calvin Weston. “Urban Mythology Vol. 1” é um álbum experimental e acho que a melhor forma de descrevê-lo é uma versão funk de free jazz, como o nome do trio quase explica. Tem coisa boa no balaio: corre no MySpace deles (www.myspace.com/freeformfunkyfreqs) e ouve “Track 9” e “Over and Under”.

Mudando de pato funkeado pra ganso industrial: estou apaixonada por uma banda paulistana chamada Remove Silence. Mas não corre lá no MySpace deles ainda, porque se você não tem Nine Inch Nails, Type O´Negative e até TV on the Radio entre os seus queridos, talvez não seja sua praia. Se apeteceu, não perca tempo: entre órgãos épicos e riffs de guitarra par embalar o funeral de qualquer leitor de Edgar Allan Poe, lamentos e uivos bem feitos vão te puxar da cama no meio da noite. Os caras fizeram até uma versão de “Dream Brother”, do Jeff Buckley, de arrepiar.

Antes que eu me vá, um pedido de desculpas pela ausência prolongada. Entre os compromissos (muitos) de trabalho, a culpa também é das gravações e mixagens do EP da Milhouse. Quem quiser conferir a primeira faixa quase acabada e os vídeos do último show, no pitoresco Bambu Bar, na Vila Madalena, corre lá no nosso espaço: www.myspace.com/milhouseabanda.