Arquivo de abril, 2008

Foi bom pra você?

Publicado: 28/04/2008 em Uncategorized

O Sobe e Desce da Virada:

Sobe

** Os palcos Festivais Independentes e Canja. O primeiro trouxe uma verdadeira degustação de bandas bacanas do Brasil afora (como Vanguart, sempre bom) e outras nem tanto (Luísa Mandou um Beijo é altamente passável). No Canja, era possível ver muuuita gente bacana fazendo som junta, como o antológico show de Wander Wildner e Inocentes e canjas malucas como Andréas Kisser e Alberto Marsicano, o tal sitarista discípulo de Ravi Shankar (o doido que ensinou George Harisson a tocar sitar).

** Aliás, sobe geral para o fato de que havia muito mais palcos e deu pra curtir numa boa os eventos. Quem curtisse rock tinha pelo menos 3 opções: o Rock República, o Independentes e o Canja.

** O isolamento das laterais dos palcos. Quem chegasse por trás de um palco tinha de dar a volta no quarteirão para chegar. No ano passado, quase fui esmagada tentando passar pelas laterais, que se tornavam becos inundados de gente.

** A iluminação indireta nos monumentos que fez do centro paulistano uma coisa emocionante de linda à noite.

Desce

** A fila para ver Egberto Gismonti no Municipal. Magoei.

** Os poucos banheiros químicos que se tornaram uma coisa impossível já nas primeiras horas.

**Essa blogueira aqui, que não consegui cumprir nenhum dos seus objetivos (aliás, não sei de onde tirei que os vampiros iam rolar no Cine Marrocos, foi na sala Olido mesmo e eu perdi as sessões devidamente cervejada curtindo um blues no palco Canja).

Agora, conta pra mim: como foi a sua Virada?

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Vira-vira-vira

Publicado: 23/04/2008 em Uncategorized

Virada Cultural é sempre uma coisa meio caótica e frustrante, você quer estar em todos os lugares ao mesmo tempo. No ano passado, cheguei no show do Sérgio Dias e fui embora no do Ed Motta alta madrugada, triste por não ter passado pelo show da Nação Zumbi na Sé, (coisa que graças aos céus não fiz, porque os Racionais eram os próximos). Nesse ano, decidi me colocar alguns objetivos e o que vier no meio a gente encara. Quem quiser me acompanhar, que fique à vontade.

Pois bem, listei dois objetivos que, a princípio, parecem simples, mas sei que vão me dar o trabalho do cão e vocês logo vão ver por quê. Decretei que nessa edição 2008 eu definitivamente vou:

* Ver o mestre Naná Vasconselos e Egberto Gismonti no Teatro Municipal (sábado, 21h)

* Ver a exibição de “Os Reis do Iê-iê-iê” (sim, A Hard Day´s Night) na Cinemateca domingão, às 8h da matina.

Penso seriamente em encaixar shows de Vitor Araujo, Macaco Bong e Vanguart no meio do caminho e pegar umas sessões de filmes de vampiras no Cine Marrocos (Carlão Reichenbach fez a curadoria). Diversão garantida!

Se falar de música já é uma blasfêmia com a arte, narrá-la nas telas do cinema é ainda mais complicado. Atualmente, temos dois caminhos bem opostos que foram trilhados por grandes diretores e cada um deles traz pontos sublimes e outros nem tanto nas telonas: “Não Estou Lá”, filme inspirado em Bob Dylan, de Todd Haynes, e o documentário “Rolling Stones – Shine a Light”, do mestre Martin Scorsese.

“Não Estou Lá” vale-se de um recurso brilhante para abranger versões deliciosas de um mesmo personagem, no caso, Dylan. Um andarilho negro de 11 anos e um ator são algumas das faces irreverentes que Haynes coloca nas telas para representar aspectos da personalidade, da vida e da obra do cantor folk. Usar Cate Blanchett para interpretar o Dylan da guitarra elétrica foi outro momento glorioso. Essa liberdade, no entanto, resvala em um filme para iniciados, que conseguem ler em cada frame onde se encontra Bob Dylan. Caso contrário, torna-se uma bela poética estética livre. Apesar de muito presente em toda a trama, a música raramente toma o primeiro plano da narrativa.

Scorsese tomou o rumo oposto ao deixar os Stones no palco em “Shine a Light”.O filme começa como um making of de si mesmo, com o diretor descabelado sem o set list que seria filmado daí a poucos minutos e toda a produção que envolveu o show e a gravação no Beacon Theatre. A metalinguagem, no entanto, é só o início da forma de Scorsese de mostrar a irreverência e a atitude completamente desencanada do grupo.

Enquanto mostra a banda fazendo o rock que melhor sabe fazer, em um show com participações especiais – e cá entre nós, só as imagens captadas por ele de um show normal já são algo primoroso, como os closes de Buddy Guy e as expressões de Keith Richards – , o diretor busca arquivos interessantes de entrevistas concedidas pela banda desde o mais tenro início. Esse momento de resgate, no entanto, são mínimos, e a platéia se vê assistindo a um enorme show dos Stones no cinema intercalado por breves momentos de documentário. O que, diga-se de passagem, não é assim tão mau: ao fim da sessão, parte da platéia se levantou para pular em “Satisfaction”.

Como diria o próprio grupo: “It´s only Rock and Roll, but I like it”.

Momento jabá (again)

Publicado: 08/04/2008 em Uncategorized

Aí, galera, dessa vez o jabá não é pra banda (rs). Eu mais o brother Thiago Roque vamos “ministrar” (chique) uma oficina de Jornalismo Cultural na gloriosa cidade de Bauru no fim de maio. A idéia é aquele velho desejo de faculdade de passar pros novos jornalistas em incubação o que não ensinaram pra gente nas aulas. Ou seja: o curso poderia se chamar “as pedreiras de uma redação na real”, hehe.

Pra quem se interessar, as infos estão no fofo site da Casa Midiática (http://www.casamidiatica.com.br/), que abrigou nossas insanidades culturais em forma de projeto. Divulguem pro vizinho, pro cabeleireiro e pra quem mais puderem.

E pra completar o revival…

Publicado: 03/04/2008 em Uncategorized

Os Stone Temple Pilots estão oficialmente de volta, confirma o NME. A banda, reintegrada após a saída do vocalista Scott Weiland do Velvet Revolver, fará uma turnê de 65 datas pela América do Norte.

Alguém ainda duvida que, em pleno aniversário de 14 anos da morte do líder do Nirvana (que seria amanhã ou depois, a análise dos miolos foi imprecisa), os anos 90 estão no hype?
It´s a big bang, baby.

Back to the 90´s

Publicado: 02/04/2008 em Uncategorized

Quem viveu os (não tão) loucos anos 90 vai gostar de saber que a banda The Breeders (foto), aquela de “Cannoball”, está de volta e lança o novo álbum no próximo dia 08. Vai gostar mais ainda de saber que o álbum pode ser ouvido inteirinho no MySpace das minas (/thebreeders). Mas o que talvez esse povo não goste é do som, mesmo. Com influências de folk e country e em um mundo com menos guitarras e mais melancolia, “Mountain Battles”, o novo álbum, decepciona os velhos fãs. Parece trilha sonora para fãs de Kurt Cobain pós-suicídio do grunge – o que não deixa de ser, enfim.

Dave Matthews Band em estúdio? Há vídeos de prova. Sim, o grupo prepara o novo trabalho com produção de Rob Cavallo (Green Day, My Chemical Romance, Alanis Morissette). A melhor notícia, no entanto, é que o guitarrista Tim Reynolds está no estúdio com eles. Se da última vez que isso aconteceu eles saíram do forno com o aclamadíssimo “Before Theses Crowded Streets” (que também é dos anos 90, de 98, precisamente), é bom preparar os ouvidos para um novo petardo.