Arquivo de novembro, 2008

Estão todos de volta

Publicado: 25/11/2008 em Uncategorized



Axl Rose com cabelo de Poison, Slash com delineador (sim, dava pra ver o rosto dele), e o resto da banda feito cópia do Twisted Sister. Para celebrar a chegada de Chinese Democracy, o New Musical Express fez uma galeria de fotos super nostágica dos “early days” do Guns. E o mais curioso é que tem quase mais fotos do Slash do que do Axl.



O mesmo Slash que, segundo o mesmo NME, chamou Ozzy Osbourne e Fergie para seu próximo álbum solo. Isso sim é pop-democracia, Axl.



E eles estão todos de volta mesmo: Britney, de volta à capa da Rolling Stone, e Amy Winehouse, bem, de volta ao hospital.


O que Eric Clapton, John Lennon, os Stones e o Jimi Hendrix tinham em comum?
Entre muitas coisas, todos esses deuses do rock tiveram o prazer e a luxúria de tocar com Mitch Mitchell, batera que ficou famoso na Jimi Hendrix Experience e foi encontrado morto hoje, aos 61 anos, em um quarto de hotel de Portland.
“Nossa, mas ele tava vivo?”, você tem o direito de perguntar. Sim, caro leitor, alive and kicking, e, segundo o NME, o primeiro a anunciar o bater de botas, acredita-se que o batera morreu de “causas naturais”.

E eu me pergunto quantas “causas naturais” já “causaram” morte em quarto de hotel, não?

No último ano, quando tive o prazer de passar uma semana do famoso Hotel Nacional, em Brasília, que abriga o Festival de Cinema desde 1900 e bolinha, ouvi histórias que começavam com Leila Diniz grávida na beira daquela piscina enorme. Voltava ao meu quarto, olhava pela janela e pensava quantas histórias secretas aquele quarto de hotel já tinha abrigado.
Por isso, caro leitor, deixe Mitch morrer da causa mais natural possível para um rockstar: morreu de quarto de hotel.

E lá vamos nós

Publicado: 12/11/2008 em Uncategorized
Como no último fim de semana a coisa mais interessante que eu fiz foi ir ao Planeta Terra e não há nada, acredito, que eu possa falar que vocês já não saibam (sim, Jesus & Mary Chain foi emocionante, sim, Offspring foi sensacionalmente divertido apesar de umas falhas nas guitarras, sim, Bloc Party é chato pra caralho mesmo sem playback e Kaiser Chiefs é legal, mas meu coração já tinha sido fisgado), aviso que estarei extremamente ocupada no próximo fim de semana. Por quê?

Homenagem

Publicado: 06/11/2008 em Uncategorized

Antes tarde do que nunca: uma singela (e sensacional) homenagem ao Dia do Designer, esse ser que consegue ser mais injustiçado que jornalista – e olha que isso é difícil… essa eu peguei do blog de fotos da Pat Kiss

O Jogo dos Sete Clichês

Publicado: 05/11/2008 em Uncategorized

Kings of Leon – Use Somebody
http://mediaservices.myspace.com/services/media/embed.aspx/m=

Clipe novo (???????????????) do Kings of Leon.
Sem comentários. Essa eu deixo pra vocês.

Quem quer cocada?

Publicado: 03/11/2008 em Uncategorized

“O Bloco do Eu Sozinho” mal tinha saído, mas Thiago Roque já era o típico Hermano barbudo. Eu, uma estagiária aflita, contemplava o repórter-editor-faz tudo à minha frente que agonizava com um dente infeccionado e uma boca inchada. Na época, a gente trabalhava numa revista de culinária e tava checando pela milésima vez os padrões de revisão da revista. Bati o olho no primeiro doce que vi na frente e prometi, meio angustiada, que se o barbudo fosse ao dentista eu faria… hmm, bem, cocada.

O dente sarou, eu fui pra cozinha, e, olha, até que ficou bom o negócio, viu.
Eu mudei de núcleo, virei repórter da todateen, e o Thiago virou uma espécie de pessoa que a gente admira e acaba embarcando nas doideras junto. Começamos uma revolução nada silenciosa pra emplacar produtos de música na editora. A Bizz renascia e nossos genes roquenrou clamavam por espaço editorial. Ao lado do Ennio, o designer-Hendrix, ganhamos o singelo apelido de família Dó-Ré-Mi (a gente era MUITO insistente, sabe). Desse power trio surgiram várias revistas e a mais lindona delas foi o Almanque de bandas, de A a Z, que eu e o Thiago escrevemos, 50 páginas cada, na unha e à custa de muita madrugada.
Depois teve muita madrugada no jornal também, muito x-salada, tardes no presídio e em festival de banda na praça da cidade. Eu mudei de cidade, de praça, e aí teve a morte (de novo) da Bizz, da revista daMTV, e teve o Caetano ligando especialmente pro Thiago e eu de gandula em jogo de futebol do Iron Maiden.
Hoje o Thiago edita um naco de 4 jornais, tipo 30 mil exemplares igualmente na unha, e eu, bem, eu tou perdida por aí, nos bastidores desse teatro maluco que é a indústria cultural do Brasil.

Por que eu tou contando tudo isso pra vocês? É que o tal curso que a gente (eu e o Thiago) ia dar em Bauru, com os queridos da Casa Midiática, vai enfim sair do papel no próximo sábado, dia 8. E o que a gente deve contar por lá, além dessas e outras histórias, é que jornalismo – especialmente o cultural – às vezes é um momento de glória estilística e literária, mas às vezes é simplesmente… fazer cocada (da boa ou não).