Arquivo de março, 2009

No cinema e no estúdio

Publicado: 27/03/2009 em Uncategorized

*** Arcade Fire nas telonas: o documentário de 70 minutos da banda, intitulado “Miroir Noir”, ganha dois formatos diferentes de DVDs e será lançado no próximo dia 06, anuncia o NME.
Além disso, a belíssima canção “Wake Up” estará no filme “Where the Wild Things Are”, de Spike Jonze.
*** O novo álbum do Wilco sai em junho, a banda promete em seu site oficial. Uma das músicas, “You and I”, terá a participação da Feist.
***E se o Los Hermanos não volta, o Wolfmother sim! Os caras tocaram no último dia 14 em um evento beneficente da Austrália chamado Sound Relief (foto). Agora, eles vão pro estúdio em abril com o produtor Alan Moulder (Nine Inch Nails, Smashing Pumpkins, Jesus & Mary Chain) para gravar o segundo álbum.

1 – Se em um show qualquer ver o frontman dizer “boa notchiiii” e “obreeeewgadow” é bonitinho, ver Thom Yorke se esforçando para tal é surreal.

2 – O telão demorou para conquistar as baixinhas que, como eu, ficaram as primeiras músicas sem enxergar nada. Depois que decidiu funcionar, conseguiu deixar o palco suntuoso ainda mais emocionante, mesmo que uma das cinco câmeras de cada telão focasse o pé do guitarrista (ou a falta dele).

3 – Ficar sem fôlego é algo ritualístico em um show que joga “Karma Police” entre as primeiras canções e consegue o mesmo efeito dum evento pirotécnico da turnê Popmart do U2 com um palco infinitamente menor.

4 – Ele é deprimido, profundo e profetiza as larvas da alma humana. Mas Thom Yorke é o prozaquiano mais empolgado que já vi na vida. Dançava, chacoalhava a cabeça e fechava os olhos com toda a energia de quem acredita em palavra por palavra do que está cantando.

5 – A voz do líder do Radiohead é algo límpido e forte de uma forma inimaginável e nos dá a garantia pelo menos física de que muitos álbuns ainda virão.

6 – O som, como um todo, foi um dos melhores que já presenciei em um festival. Mas parecia muitas vezes mais baixo que o do Kraftwerk.

7 – Lamas e caos imperaram, mas o que as pessoas esperavam de um festival no Brasil? O show do Iron teve lama e nego achou do caralho. Só foi reclamar depois que fã do Radiohead reclamou. E caos? A saída foi assustadora e parecia que, a qualquer momento, se uma das 30 mil pessoas tropeçassem naquela ladeira miúda, todos nós rolaríamos abaixo. Mas do caos geral do show, só posso dizer que, se fosse pra contemplar, a gene teria visto sentado. Mas foi de pé, espremido, dolorido e emocionante. Tipo a vida, assim.

Tudo menos Dead

Publicado: 12/03/2009 em Uncategorized

Eu sei, vocês acham que a Credencial morreu. Morreu nada.
Somos como o Jack White, sempre se reinventando.
Já ouviu The Dead Weather?
Não?
Então você ainda acha que o Raconteurs foi a melhor coisa que surgiu pós -White Stripes, não desmerecendo, claro, o vídeo pornô da Meg.
Tá perdendo tempo!
Corre.