Deixa o vovô brincar

Publicado: 11/02/2010 em Uncategorized

Você provavelmente já leu tudo o que deveria saber sobre Beatles Rock Band enquanto esse blog hibernava. Mas se o caro leitor se emocionou com a belíssima introdução do game, Credencial recomenda veementemente jogar a tour inteira e chegar a “The End”, animação final que se “abre” apenas depois que o jogador completa “I Want You”.

Coincidentemente, nessa mesma semana em que cheguei ao gran finale da experiência do jogo, assisti ao “Good Evening New York City”, DVD que Paul McCartney gravou logo após o lançamento do Rock Band, e que contém, inclusive, cenas do FAB Four animado para consoles. Mas o projeto de Paul, é claro, foi marcado pela megalomania, como tudo que o homem faz nessa vida – e isso não é necessariamente uma crítica.

Decidido a revolver o legado da banda, o baixista se apresentou no CitiField, antigo Shea Stadium, onde os Beatles fizeram história ao (tentar) tocar pra 55 mil pessoas, em 1965. Não à toa, “Good Evening” começa com imagens da banda, contextualizando o espectador. E com “Drive My Car”.

A princípio, parece legítimo que um McCartney de voz um tanto gasta traga todo esse passado de volta, intercalado a pérolas de seu repertório solo, como “Jet”, “Only Mama Knows”, “Dance Tonight” e “Band on the Run”. E um passado não só dele: “Let me Roll It” é emendada com “Foxy Lady”, por exemplo. Há homenagens emocionadas para John (“Here Today”, escrita após sua morte) e George (“Something” revisitada). “I’m down” vem em um formato divertido de colagem que intercala imagens do show de 2009 com a apresentação original do grupo em 1965, em que John, já revoltado por não conseguir ouvir ao seu próprio som, esmurra o teclado com os cotovelos.

Mas a coisa toda descamba pro dramalhão de um arremedo em momentos como a dobradinha “A Day in the Life”/”Give Peace a Chance”. A primeira, por parecer um tanto impossível de ser executada ao vivo e sem Lennon, e a segunda exatamente por ser do próprio, de um momento que não tem muito a ver com Paul (e antes que alguém me acuse de defender um dos dois, devo declarar que meu Beatle preferido é o George, ok?)

O show termina bem, metralhado de hits como “Day Tripper”, “Helter Skelter” e “Get Back”. Um dos destaques do evento é o batera Abe Laboriel Jr., que mais parece um lutador de sumô e, ao mesmo tempo, é capaz dos backing vocals agudos mais singelos do mundo em canções como “The Long and Widing Road”, “Eleanor Rigby” e “Paperback Writer”.
comentários
  1. Anonymous disse:

    É realmente irritante ter que aturar esse tipo de comentário tosco…” Puxa, o megalomaníaco do Paul McCartney fez um show ousando tocar Beatles e cometendo o sacrilégio de cantar alguma coisa do John”… Putz… acho que falo por todo mundo quando digo que já encheu o saco essas comparações. Os dois eram amigos, no fim das contas, apenas eles formam, um parceiro do outro… não adianta o reles tupiniquin imaginar se esse ou aquele momento de um, teve haver com o outro… criticar McCartney, sério, já é lugar comum… difícil é reconhecer qualquer coisa boa que o cara faça… até a homenagem que o cara faz aos amigos dele, são julgadas por zé manés do mundo todo. Quem disse que a fama não tem um preço….

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