Top 3 Docs 2011, primeiro lugar: “Pearl Jam 20”, por Cameron Crowe

Publicado: 30/12/2011 em Cinema, Música
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Conhecido por transformar trechos de sua própria vida em ficções deliciosas, como “Quase Famosos” e “Singles”, Cameron Crowe foi na contramão dos outros grandes diretores que se aventuraram em documentários musicais em 2011 e decidiu registrar em vídeo a história dos próprios amigos. Esse toque pessoal, longe de comprometer o resultado, trouxe a “Pearl Jam 20” um frescor que garantiu o primeiro lugar ao filme nesse humilde blog.

Para quem espera uma história baseada na banda que tem em Eddie Vedder um ícone, mais do que um líder, a surpresa será grande. Primeiro porque o Pearl Jam nasceu dos restos mortais do Mother Love Bone, grupo que também era feito de um líder carismático e inesquecível: Andy Wood, que morreu de overdose em 1990. O resgate da breve trajetória e das raras imagens do MLB, cujas raízes explicam o som “grunge” que tanto caracterizou uma geração de músicos, já vale o documentário. Para se ter uma ideia, o próprio Vedder só ousou cantar uma música do Love Bone no palco na comemoração de dez anos do Pearl Jam.

A partir daí, o eixo narrativo se concentra no baixista Jeff Ament e nos guitarristas Stone Gossard e Mike  McCready, que encontraram em Vedder a voz, a lírica e a intensidade que procuravam para seu som. Viram esse mesmo baixinho muito tímido, importado dos mares da Califórnia, se ambientar à cinzenta Seattle e à cena local formada por amigos de infância. Presenciaram o vocalista se agigantar nos palcos aos poucos e dominar o escopo criativo do Pearl Jam. E por fim, narra o fortalecimento da banda em meio às intempéries da linha do tempo, como as farpas trocadas com o Nirvana, a briga judicial com a Ticketmaster e a morte dos fãs no festival Roskilde.

Dos três filmes lembrados aqui, “PJ 20” é o que mais lembra uma narrativa tradicional de documentário e, ao mesmo tempo, tem aquele toque de filme caseiro, de família sentada na sala relembrando imagens que nem sabia que ainda possuía guardadas. E essa humanização só mesmo quem já passou muitas noites na sala de jantar é capaz de traduzir.

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